Expedição Galo Pedal III - Curitiba-Floripa - Fevereiro de 2014

Após uma temporada, outra Expedição Galo Pedal vai sair!!! Após percorrer o Nordeste e Centro-Oeste, desbravaremos os meandros das praias e paisagens Sulinas entre Curitiba e Floripa. Tentaremos manter o máximo de atualização no blog, na medida que as localidades e o nosso espírito de isolamento permitir!!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

3° dia: Praia de Leste (Pontal do Paraná) - Itapoá


Nosso terceiro dia de viagem começou da melhor forma possível! Enquanto o Ironman (Juninho) foi dar umas braçadas no mar, eu e Dé ficamos dormindo... Só que como a janela do quarto dava direto pro mar, fui obrigado a acordar assim que vi que o sol estava nascendo, para tirar umas fotos!



Acabei descendo pra praia também, só que, como o mar estava bem revolto, acabei não adentrando-o tanto quanto o Jr. Mesmo assim foi um bom batismo para a Galo Pedal III! A partir de agora, o mar seria nosso companheiro inseparável até Floripa!
Tomamos café, descemos as bikes e tocamos, rumo ao sul!
Pedalar com o mar do lado fez o pedal render bastante! Na primeira hora, pedalamos uma média de 16kms, apesar de não haver ciclovia na orla.



Depois de uma parada para tomar uma água de côco, seguimos até Matinhos, onde pedalamos em uma ciclovia por toda a praia Brava e logo depois chegamos em Caiobá, em uma praia bem bacana, com o mar calmo, onde resolvemos agitar suas águas um pouco! Praia Mansa!


 Banho tomado, corpo salgado, espírito renovado e pedal retomado! Seguimos até o Ferry Boat e tomamos o mesmo para atravessar (gratuitamente) até Guaratuva! O calor tava bravo e quase esgotamos o estoque de geladinhos da D. Cláudia! Logo de cara, saindo da balsa, um morro pra queimar os músculos das pernas! Nuuuu!!


Porém, depois, fomos recompensados com um pedal gratificante ao longo da praia!
Uma oficial da polícia, gentilmente, tirou um bela foto nossa! Seguimos, dentro da lei! Porém acabamos ficando presos na cidade! O bagageiro do Ironman entortou, causando avarias aparentemente graves!



Almoçamos e fomos à  bicicletaria ver o que podia ser feito (bicicletaria Bem-te-vi). O Fernando, gente boa dono de lá, nos ajudou e  conseguiu dar um jeitinho para que pudéssemos seguir viagem!


 À caminho de Itapoá, uma parada no posto policial para esfriar a cuca!

Dalí, seguimos para Itapoá, terra onde o Andrezinho é rei (vídeo), manda e desmanda! Em mais de 15 minutos na cidade (e menos de 90) o cara nos levou na bicicletaria, encontrou um outro e conseguiu um brother que alugou sua casa por um preço bem bacana p gente! Enquanto isso, eu e ironman, fomos a um torneiro mecânico ver o que podia ser feito no bagageiro da Ironbike, pois ele ja estava entortando de novo e ainda teríamos muitos dias de viagem!
O Tony e o Sr. Antonio eram os donos da tornearia! Sr. Antonio nos contou que também curtia viajar por aí, só que de moto!! Nos mostrou sua moto, fotos da viagem pelo chile e nos serviu até uma cachacinha, enquanto a Ironbike estava na mesa de cirurgia!
Não preciso dizer que, como bons mineiros, a recusa era inadmissível! Prosa vai, prosa vem...até que a IB ficou pronta (e diga-se de passagem, melhorada!) pra próxima! Nos despedimos e fomos para nosso pouso!
Como ainda estava claro, fomos pegar uma praia (Praia da Terceira Pedra, Itapema do Norte).
À noite caminhamos até o centro, comemos e, na volta, acabamos ficando um bom tempo com o André, amigo do André, que tem um estúdio de tatto e loja de surfing bem bacanas, a Tribo do Sol! De quebrá, fomos presenteados com um verdadeiro concerto de acordeon do Rodrigo, argentino que também estava trampando como tatuador ali na loja! O cara toca muito, e de tudo: desde de tango e Luiz Gonzaga a Radioread e Bob Marley! (Em breve colocaremos o vídeo!)
O dia não precisava de mais nada!
Apenas de uma boa noite de sono (apesar do calor intenso noturno)!
ZzzZZZZ

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

2° dia: Morretes - Pontal do Paraná

Acordamos cedo no camping! Deu para descansar um bocado!

Camping do Sr. Eli (São João da Graciosa - Morretes, PR)

Essa aí é pro Douglas! Procê ver que lembramos de você, man!

Arrumamos as coisas, tomamos um cafe, consertamos todas as câmaras que estavam furadas e, depois de montar as bikes e deixar tudo pronto, fomos nos despedir da cachu!

Dava vontade de não sair de la, mas o.espirito alvinegro clamava pelo desbravamento de novos territórios!

Despedimos do Sr. Eli e vazamos!!

Ah...o calor tava de matar, então repusemos o estoque de água (estamos fazendo isso com frequência p n ficar sem água)! Pedalamos por 13km até o centro de Morretes, quase sempre margeando os rios de água cristalina que desciam da serra! Como era domingo, acho que todo mundo desceu a serra pra molhar a cuca pra encarar a semana! Era mt.gente! Mas como já tínhamos nos cachueirado, o negócio era seguir em.frente!
Chegamos em Morretes e fomos caçar um lugar para comer o prato típico da região: o Barreado!
Logo ao chegar ao centro da cidade, um senhor (Fabio) veio nos falar gentilmente de seu restaurante. Depois de dar uma volta e ver as opções, decidimos almoçar lá mesmo, no Usina do Sabor!
O restaurante é bem bacana. Fica em num casarão antigo, c uma varanda gigante e um quintal c muitas arvores, sombras e belezas cênicas!



Nos empanzinamos com o Barreado! Tava bão viu! Se alguem passar por lá, recomendamos! Depois, devido a motivos de força maior, encontramos uma.sombra e tiramos um chochilim de quéqué!


Atualizei o blog (1°dia), tomamos uma ducha ligeira e zarpamos. Não sem antes tomarmos um picolé tradicional mexicano de morretes! Pedal na estrada e, daí em diante, kms e kms de estradas, alguns sem acostamento e, depois, BR de novo! Tivemos que fazer algumas paradas pois o cansaço e algumas dores musculares estavam incomodando! Decidimos não ir direto para Matinhos (plano inicial), pois a BR-508, que ia direto para lá, não tinha acostamento. Fizemos um pequeno desvio e viemos por aquí, pelo Pontal! Mas é isso aí! Chegamos à praia! E praia é praia!

 Essa foto foi muito doida: paramos em cima dessa ponte pra tirar foto do rio e quando estávamos saindo o André viu esse escrito lá, bem onde a gente tava!

Já tava escuro e procuramos um lugar p pousar! Acabamos conseguindo um quarto de frente para o mar, no Hotel Panorama, por um preço bacana que a Rita conseguiu p nós. Depois de banhos, filamos um coffe-break do Partido Ecologico Nacional, que estava promovendo um evento político no hotel! Fomos gentilmente retirados de lá! Mas que se faça justiça: de barriga cheia! Demos um rolé na rua, comemos um hot dog meio vira-lata e pra finalizar a noite, fomos apreciar a maré na praia! Depois de muitos causos, alongamentos e risadas, cama...Mais uma etapa concluída!

SALDO DO DIA:
KMs Pedalados: 67,5
Pneus Furados: 0 (Aleluia! P.S.: o André já havia dado um nome pra sua bike, a Coringa)
...e pés doloridos, dores do corpo e, mais causos pra contar!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

1° Dia: Curitiba - Morretes

O primeiro trecho Galo Pedalistico foi concluído com êxito!
Cada integrante saiu de sua cidade de madrugada e nos encontramos no Aeroporto de Curitiba por volta das 10:30!


Brutal Bike embalada no Aeroporto de Confins.

Bikes aptas ao início dos trabalhos e ávidas por Kms pedalados! Na ordem: Bernardo (Brutal Bike), Juninho (Iron Bike) e André (bike ainda sem nome!)

Depois de arrumar as bikes, a primeira surpresa! Pneu furado!
Brutal Bike teve sua câmara avariada! Levamos um tempo para trocar e acabamos saindo de lá quase meio-dia! Pedalamos uns dois Km pra sentir o gostim de voltar a cicloturistar e paramos para almoçar! Feijoada das brutas p começar, acompanhada da ubíqua Tubaína (dessa vez n era a funada!)
Barriga cheia, pé no pedal!



Prontos para pedalar rio no sol escaldante, após uma bela feijoada! Na foto acima, sempre acompanhados da Tubaína!

O GPS do celular nos guiou bem até a BR! Trecho longo, trafego intenso, locais sem acostamento, vácuo dos caminhões e depois de uns 10-15km, parada em Piraquara p compras! Mas antes disso, Andrezinho nos levou p tomar um belo Caldo de Cana: o caldo de cada do Sr. Altemiro: $3,00, 500ml ("mas c o chorinho da uns 800, quase um litro!").

Pedalando na BR...Tenso!

Caldo de Cana com chorinho, em Piraquara! "dá quase um litro"

Depois compras!
Seguimos o caminho de volta p a BR, entramos na BR-116, e depois de alguns kms e morros malignos, mais uma surpresa! Pneu furado d novo! Mas dessa vez foi a bike do André! Trocamos ali mesmo no acostamento sob o calor de mais de 15°C e menos de 45°C!



Depois, Pedal, pedal, morros e....Portal da Graciosa!!
Primeira desafio concluído!




VÍDEO da chegada na Serra da Graciosa:


Paramos no posto policial pra pedir água e o pm abriu um freezer cheio de copos de água mineral! Talvez tomamos uns 20...trincando de gelado! Com direito a efeitos de congelamentos metafísicos!
O outro guardinha falou que dali pra frente era só alegria: "só descida daqui pra frente". E nós acreditamos! Só que ainda pegamos um 6km com umas subidas bem brutas e as pernas já estavam doces...
Mas ai sim chegou a descida da Serra da Graciosa! Ainda estava claro, era umas 16h mais ou menos! portanto, descemos apreciando o melhor da Mata Atlântica e seu pantagruélico visual cheio de vida!!



No meio da Serra pegamos um trecho de 12 km com paralelepípedos! Ah...não podíamos deixar de dar uma parada em uma das bicas da serra pra tomarmos e enchermos nossas caraminholas com a mais pura água de la Sierra del Mar!
Um tiquim pra frente e mais uma surpresa!! Ehh, Andre!! Bike sem nome, dá azar!
Pensamos em dar o nome da bike dele de "queijo minas", ou "roda murcha".
Bom, como não tinha mais câmara, remendamos a que já tava ali!! Mas n ficou muito bom! Ja tava escuro e tínhamos q terminar de descer ate Morretes! Mãe, sanduba de linguiça acondicionado climaticamente na vasilha termina salvou-nos!
Depois de mais umas 2 hrs chegamos em São João da Graciosa, tipo um distrito de Morretes! Decidimos parar p ali!
Procuramos a casa de um cara que conhecemos em Piraquara ( ele falou q podíamos acampar la), mas tava escuro e não encontramos! Fomos p o Camping do Sr. Eli, um sr dos mais gente boa! Pousamos por lá e fomos dormir...depois, claro, de um banho de cachoeira hidromassageador e de um miojão para cada!!

Saldo do 1° dia:
63 km pedalados
3 Pneus furados.
Dores lombares e glutéicas (não é de glutem, viu moçada!)
Mts novos causos para lembrar e compartilhar!






sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Despedida de BH!

Em casa, tomando uma e preparando para o Pedal! Afinal, hj é sexta feira!

Galo Pedal III: Curitiba - Florianópolis

Entonces,


De volta estamos, aqui, para falar de mais uma expedição GALO PEDAL! A terceira! Apesar de não podermos celebrar a Conquista do título mundial, como gostaríamos, 2013 foi um ano bem generoso pro Galo! Portanto, nada melhor do que celebrar a Conquista da América em grande Estilo!


Pois bem! Dessa vez decidimos mais uma vez, mudar o rumo, e explorar mais uma região desse Brasil! Após averiguações de destinos diversos (serras, praias, chapadas??) acabamos escolhendo o Trecho entre Curitiba e Florianópolis, passando pelo litoral!


O trecho já foi percorrido por muita gente. Tem um Circuito oficial (roteiro) bem famoso que engloba parte desse trecho:

Circuito Costa Verde e Mar de Cicloturismo (para quem interessar!)

Mas depois de pesquisar mais um pouco encontramos alguns relatos que se aproximavam do que tínhamos em mente e, inclusive, nos ajudaram a delinear nossa rota:

Projeto Trilha Sulamericana (na minha opinião esse foi o que mais nos ajudou! Inclusive esse cara rodou a América do Sul!)

Infelizmente, por motivos de forças profissionalmente maiores, tivemos um grande desfalque Atleticano (nosso companheiro Marquito! e sua Marangrela!), além do desfalque do democraticamente idiossincrático Douglas, que apesar de Cruzeirense, tem a raça Atleticana quando pedala sua Caranbike!

Em compensação, ganhamos um reforço de peso, o agora IronMan Maurício Fidelis (lembram dele né! Da Galo Pedal I! Só que dessa vez sem a Olivia Palito e com sua nova companheira bicíclica: a IRONBike (acabei de inventar esse nome!) Mas como a bicicleta é do Iron e será pedalada pelo Ironman, acho que ficou bão né!

Quando achamos que já tínhamos fechado a equipe, meu amigo de Floripa, André Regolin foi tomado pelo espírito Galo Pedalístico e resolveu se juntar a nós! Mais uma vez um trio! Pedalando pelo Brasil e levando conosco o amor pelo Galo, pelo Pedal e pela Vida!

Apesar do aperto com o trampo, conseguimos fechar todos os preparativos (ou quase todos) - trajeto, checklist, logística de hospedagem, contatos, etc..)

Segue aí nosso trajeto planejado (clique nos links para ver o trajeto no Google Maps):







4º TRECHO: Bombinhas - Floripa, duas opções: 119 km (Via G. Celso Ramos) ou 79 km (direto)


Vamos ver no q vai dar!  A ideia é chegar em Floripa no máximo dia 8!

1º TRECHO: 192 Km
2º TRECHO: 89 Km
3º TRECHO: 82 Km
4º TRECHO: 119 Km ou 79 Km
TOTAL: 483Km ou 442 Km

Divede por 7 dias: 70 Km/dia, ou 67. Ou seja, não é tão pouco. Mas vamo que vamo né! Tem que ser na Raça e sofrimento, igual ao Galo! Mesmo que tenha que pegar carona no caminhão de boi a gente Chega lá! Mas galo Pedal é assim mesmo!

Nos acompanhem por aqui!! e IntÉ!

sábado, 27 de abril de 2013

Galo Pedal II em Números

Números da viagem (sem contar bonito): 10 dias 489 km pedalados 38 horas em cima da bicicleta (poucas delas empurrando) Média de 12.8 km/h Vel.Max. 57.9 km/h Hospedagem: 3 fazendas, um camping, uma beira de rio, uma varanda de pousada, um hotel fazenda, uma praça pública (assentamento), 3 hostel/hotel. 2 repelente extreme, 2 repelente off. 2,5 tubo de protetor. 2 refil de gás. 11 litros de Tubaina Funada Um tombo. Zero ferimentos. Dois pneus furados. Uma carona caminhão de boi, 2 caronas em toyota. Milhões de pernilongos. Vários bichos avistados R$1469,90 total (sem aéreo) - R$489,96 por pessoa - R$48,99 por dia por pessoa.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Diário de Bordo (11º dia): Assentamento Guaicurus - Bonito

Acordamos, café tradicional, arrumamos as coisas, trocamos uma ideia com o osório e logo partimos para o último dia de estrada. Andamos uma hora e pouco e cruzamos uma comitiva que trazia 907 cabeças desde o pantanal da nhecolandia por 55 dias. Ficariam na estrada por mais uns 7-11 dias. Logo depois, cruzamos um riozinho verde e límpido. Paramos para um banho e um lanche. Logo em seguida havia um posto de fiscalização agropecuária e pequeno boteco borracharia "Posto Dois Morros". Reforçamos o lanche e averiguamos se a placa que dizia "Bonito a 50km", felizmente estava errada, estávamos a 35 km da cidade. Enfrentamos no pique, afim de chegar. Faltando 6km, encontramos o marcio, da Lobo Guará Adventure, uma agência daqui que trabalha com passeios de bike. Trocamos uma idéia rápida, tiramos fotos e saímos pra terminar o percurso. Esses últimos kilômetros foi só alegria. Chegamos pelos fundos da cidade, antes das duas da tarde. Logo apareceu a placa do hostel onde ficaríamos. Fomos até lá, fizemos a cerimônia de chegada com fotos e ligamos pro pessoal que veio encontrar com a gente (meus pais e minha irmã). Eles estavam no centro sentando pra almoçar. Descemos pra lá e brindamos o fim triunfal da Galo Pedal II com um belo almoço com pintados e pacus, e uma cerveja gelada!!! Agora eh só descansar e curtir bonito, antes de voltar pra casa! (prepare o $, aqui não tem como contar com a solidariedade, tem que gastar mesmo!!). Relatos e fotos de bonito na volta pra casa. Valeu a todos que acompanharam e ou ajudaram a gente!!! Enumerarei todos em um novo post em breve!!! Bonito é bonito mesmo, vamo aproveitar! Bjo/abs!!! Fotos:

Diário de Bordo (10ºdia): Chácara Tarumã - Assentamento Guaicurus

Acordamos cedo com a cantoria dos galos do seu armindo. Tomamos um café com ele e começamos a arrumar as coisas. Ele logo cobrou a foto. Buscou a égua, colocou os arreios e entrou na casa. Saiu com uma camisa de botão toda limpinha e com um chapéu bonitão. Foi impressionante ver a vaidade, mesmo vivendo naquelas condições. Na hora da foto ele disse que não podia ser ali, tinha que ser com os bois. O bernardo e o douglas foram para o meio do pasto e tiraram várias. Depois fizemos uma sessão na frente da casa e da gente montado também. Sessão de fotos encerrada, a gente agradeceu e se despediu do seu armindo, que disse que hoje ficaria somente esperando a enfermeira que viria pra vacinar os veio. Entre tarumã e a fazenda califórnia, pegamos mais algumas boas subidas. A faz. é a região mais alta do estado do mato grosso do sul, segundo seu acelino. Lá do alto tinha uma vista boa dos dois lados da serra, um lado Parque da Serra da Bodoquena e o outro da Reserva Indígena Kadiweu (corrigido). Paramos para descansar e fotografar e fomos na fazenda pedir água. Conversamos um pouco com o robson, um jovem que nos recebeu, explicou como seria o caminho pra frente e nos deixou em dia do placar do jogo do barça e bayer. Seguimos caminho pela estrada mais erma de todo o trajeto. Parece que de morraria o pessoal so passa por bodoquena, e do Assentamento guaicurus, só por bonito. Assim aquela estrada fica isolada, apenas com o trânsito de uma ou duas fazendas no meio do caminho. Passamos por áreas de mata e pastos (em um certo trecho, dois tratores trabalhavam com um correntão, deu pra ver a marca deles por bons kilômetros). Percorremos esse trecho até que uma cerca bem arrumada nos acompanhou até uma fazenda bonita. Três peões estavam armando os cavalos e nos convidaram a um terere. Perguntamos se haveria problema fazermos o nosso almoço ali em um canto, eles logo foram conferir se tinha comida e disseram que almoçassemos na fazenda. Não tivemos como recusar, e comemos um estrogonofe de carne, mandioca frita, arroz feijão e salada de tomate e repolho. Fizemos uma siesta,tomamos um terere e seguimos. Mais um bom trecho de estrada cascalhada e chegamos ao assentamento guaicurus. É um assentamento antigo e o pessoal já tem uma postura de pessoal de cidade, pouco receptivo. Paramos num bar e tomamos uma antártica vendo os guris jogando bente-altas. O douglas foi oferecer salgadinho p um menino e o guri agarrou o saco e não soltou, perdeu-se um saco de salgadinho. Procurando por pouso, No terceiro bar da vila, conseguimos um mineiro de montes claros pra nos ajudar. Ele foi chamar o osório, motorista do escolar e que passa a semana num cômodo da associação do assentamento. Ele liberou o banheiro para um banho e nos acampamos no gramado em frente a casa. Um macarrão bruto de sardinha e milho para alimentar e já estávamos recolhidos antes das 9. Fotos (Douglas e Marquito):

Diário de Bordo (9º dia): Bodoquena-Chácara Taruma

A rede deixou eu dormir, mas as 5 horas fui dar a última esticada na barraca. Deu tempo de mais um cochilo até que o dia raiou. Levantamos e agilizamos pra sair, tomar café na cidade. As coisas arrumadas, despedimos do pessoal (Acelino, Eulinda, João e gabriel) e seguimos pra cidade.
  
Procuramos uma padaria e achamos uma lanchonete. Vendo o pão-de-queijo e a linguiça, Eu perguntei "e esse pão-de-queijo, tem recheado?", a moça respondeu "não, só normal". Aí entra o bernardo e pergunta a mesma coisa, ela diz "como assim pão-de-queijo recheado???". Resumindo, compramos o pão de queijo e a linguiça separado e recheamos nós mesmos. Depois de alimentados iniciamos o tão temido dia de subida até Morraria do Sul. Mas logo na saída, uma bela de uma descida de 1,5 km no asfalto que rendeu a velocidade máxima da viagem (57.9km/h). Mas foi só o início. Depois foi um sobe e desce danado, e depois só sobe.

A última subida antes de morraria eh muito longa. Deu pra botar os bof pra fora. Apesar de td, chegamos em morraria entre 12 e 13 horas. Estacionamos no bar do Valto, tomamos um "sorvete" pra refrescar (lá vendia cachaça jamel, cerveja glacial e sorvete), conversamos com ele e dois matutos que estavam apreciando uma glacial. Apesar das ofertas de lugares pra acampar, decidimos almoçar e tentar andar mais um pouco pra aliviar o dia seguinte. Fizemos um arrozão bruto com salcicha e legumes, demos uma paia rápida pro rango descer e aceleramos. Mas não antes de subir no mirante de Morraria do Sul, um alto de morro no meio do pasto e das vacas!



Mais um pouco de sobe e desce e chegamos à Chácara Tarumã, um conjunto de pequenas propriedades com casinhas na beira da estrada. Perguntamos ao primeiro cavaleiro por um pouso. O paraguaio José disse estar sem água em casa, e indicou procuramos o seu Armindo, um senhor que vivia sozinho logo a frente e que tem poço.


Chegamos e o figura nos atendeu e foi logo buscar a chave pra abrir o portão. Um senhor de 58 anos, nascido e crescido na zona rural de Bonito, sem mulher e sem filhos, vive na região a vinte anos e cuida da propriedade de um outro sujeito que está na cidade.

A casa era grande, mas sem luz nem móveis, e sem limpeza a um bom tempo. Arreios e ferramentas se amontoavam na sala, os cachorros dormiam sobre dois sacos de milho furados, também na sala. Em um quarto tinha a sua cama, não muito organizada. Anexa a casa, uma área e a cozinha, únicos lugares onde tinha energia. Ele ofereceu pra fazer um carreteiro pra gente, oferecemos a nossa carne seca e ele logo delegou pra gente a função de fazer o carreteiro. Eu e Douglas pilotamos o fogão à lenha e, entre um chimarrão e uma prosa, o carreteiro saiu ótimo. Foi acompanhado de mandioca cozida e farofa pronta. Belo rango. Rolou um banho frio no escuro banheiro não muito limpo, mais algum bom papo e cama, quer dizer, barraca. Seu armindo nos perguntou se a gente tirava foto, que ele queria uma foto dele com a sua égua. Para o próximo dia, ficamos combinados de tirar uma foto dele, e dar um jeito de enviá-la pra morraria do sul.