Expedição Galo Pedal III - Curitiba-Floripa - Fevereiro de 2014

Após uma temporada, outra Expedição Galo Pedal vai sair!!! Após percorrer o Nordeste e Centro-Oeste, desbravaremos os meandros das praias e paisagens Sulinas entre Curitiba e Floripa. Tentaremos manter o máximo de atualização no blog, na medida que as localidades e o nosso espírito de isolamento permitir!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2º e 3º Dias - Os famosos de Carro Quebrado








Caros telespectectectectectadores e companheiros de viagem!!






No momento estamos em uma pousada em Maragógi (ou Maragogi). Desde ontem não damos notícias por aqui.






No ultimo post estavamos em Paripueira. Saimos da HouseLan e fomos pra praia, curtir um pouquinho também. De lá, seguimos pra uma praia chamada Sonho Verde. Mais um banho de mar e simbora porque tínhamos que chegar na sexta praia mais bonita do Brasil: Carro Quebrado.



Antes disso, chegamos a Barra de Santo Antonio e tivemos que atravessar o rio pela primeira vez com uma jangadinha; do lado de lá, em ilha de Croa, almoçamos no Restaurante do Celso (dá-lhe coentro).






Fizemos a digestão a caminho de carro quebrado, embaixo do solzinho tranks.






Chegamos lá umas 17 hs e curtimos a prainha paiiiiiiia. Tinha umas barraquinhas simples, mas de um pessoal gente boa. Acampamos logo por ali do lado. Comemos um miojão memo, feito não em 3 minutos, mas em uns 30 min ou mais.






Acordamos hoje por volta das 4. Isso mesmo, QUATRO HORAS DA MATINA. Precisavamos da maré baixa pra pedalar até a travessia pra Barra do Camaragipe (segunda travessia de jangadinha). No caminho passamos por umas prainhas bem marromenos.






Geral na bike no Lava jato do Junior, pra tirar a areia, e partimos pelo asfalto até a próxima parada em Patacho, praia 4 estrelas do guia de praias, no Município de Sao Miguel dos Milágres. Paramos rapidinho e seguimos pra Porto de Pedras, pra fazer a 3 travessia pra Japaratinga, onde iríamos almoçar.






Chegando a Japaratinga, procuramos o restaurante indicado pelo Jorge, amigo que conhecemos numa paradinha na estrada em Barra do Boqueirão. Restaurante Mama Pereira. Tomamos um banho de mar, uma cervejinha e almoçamos. Durante a cesta, fomos surpreendidos pela 'caravana' do programa "Sem destino" do Multishow. Tres damas percorrendo o litoral do nordeste de bike!! Alguma coincidência??? Não, apenas sincronicidades da vida!!!!




Bem, fomos entrevistados pelas garotas sentados na mesa do restaurante. Rolou uma série de perguntas sobre a viagem, uma inspeção na nossa bagagem e, é claro, não poderíamos deixar de tirar umas fotos espetáculos!!!!


Bem, após esse almoço bem acompanhados, seguimos para Maragogi. Uns 10 km apenas. Aqui nos hospedamos na Pousada Sao Francisco, e estamos postando esse post do PC da dona Simone, gente boa e brava, dona da pousada!! Amanha, passeio nas piscinas naturais de Maragógi (ou Maragogi?)....aguardem, cenas do proximo post.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tomando café em Peripueira

Resultado da última enquete:

Quando vc acha que desistiremos??
Nunca, desistir é pros fracos.
13 (50%)
Em Confins, qndo reclamarem das bikes.
1 (3%)
Em Maceió, ficar por lá vai ser mais interessante.
1 (3%)
Em Recife, sei la pq!!
0 (0%)
Em Porto de Galinhas, venderemos as bikes e viararemos hippies.
11 (42%)

Votos até o momento: 26
Enquete encerrada

Queridos amigos,
Valeu pelo resultado da enquete, aqui não tem fracos mesmo!!!!! Só os brutos!!!

Re escrevendo o post:
Ontem a gente passou o dia em Maceio. De manha rodando o centro imundo e a feira livre infernal pra comprar uns trem. De tarde fomos pra praia de Ponta Verde e ficamos la tomando uma e descançando. Resumo: antes de começar mesmo a pedalada, ja fizemos uma pre temporada de uns 60km.
Hoje saimos de Maceió bem cedinho e estamos nesse momento tomando um café em Paripueira (pao com mortadela e frutas), a uns 30 km de Maceió. Ou seja, já andamos mais da metade prevista pro dia.
Por sorte, de voces, passamos numa HouseLan pra imprimir a tabua de marés e vamos deixar umas fotitas pra dar um gostinho (de macaxeira).
João Pessoa.



















Maceió.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Jonny person

Estamos partindo pra rodoviaria de JP, pra pegar o busum pra Maceio. Foi doido demais hj. Andamos de Bike por toda a orla de JP. Uns 30 km. Praias muito doidas um buteco muuuuito doido tambem. Em Maceio damos noticias.
Da-lhe!!!!!!!!!!!

Enfim, CHEGUEMO!

Depois da facada no coração por causa da taxa de transporte das bikes, embarcamos no vião. No vôo fizemos o planejamento prévio de nossos dias pedalando. Por volta das 2 da manhã do fuso horário Paraibano de Deus, cheguemo em João Pessoa, conhecida INTERNACIONALMENTE como Johnny PERSON! Arrumamos um taxi Kombi q coube as Mala-bikes e fomo-NOS pra casa do Sávio, um Biólogo q morô em BH e hj dá aula na UFPB! Depois de montar as bikes fomos dormir c o dia quase raiando (aqui ele nasce mais cedo, antes da 5!!!), mas já tamo de pé agora.

Tô aqui digitando de frente pro Mar...MARZÃO, ventin bão...preparando pra iniciar os trabalhos.

Hj devemo ir pro ponto mais ORIENTAL DO LESTE da direita desse BRASIL, a PONTA DOS SEIXAS e tb conhecer um bocado de JP!

Nos vemos por aqui, moçada!

VALEUZES...ou...IT VALUED!!!

bÊ.jos!!!

P.S.: Eita calor da Pôrraaaaa!!!hahahaha

domingo, 6 de dezembro de 2009

2ªMeta: a Bike! (continuação)

(Obs: Antes de ler esse post não se esqueça: A 1ª enquete está acabando, Vote!!!!. A próxima será lançada em breve.)

Como vocês podem ver ai embaixo na foto, pra se fazer uma viagem dessa, precisa-se de alguns equipamentos. A começar pela magrela. Já tinha mencionado sobre a bike encostada no quintal, e foi esta mesmo que eu comecei a usar e acabei ganhando do meu irmão de presente de formatura (ou por uso capeão!!).

Mas, ela foi completamente modificada pra chegar no estado atual. Pra começar, antes mesmo de eu pensar em viajar tive que trocar um monte de peças que não estavam aguentando o batidão do dia-a-dia beuzontino. Nessa onda foram trocados: freios; guidão (obs: o antigo quebrou comigo na avenida brasil com afonso pena, legal!!!! se não fosse o ayrton senna dos pedais já elvis); relação coroa-catraca-pedevela; câmbios (vindo direto de Ciudad del Este) e canote. Assim foi que eu continuei usando-a em BH.

Quando pensei na viagem, os planos para a bike deveriam ser mais ousados. Teria que trocar a suspensão (a outra era muito grande e chamativa) e pensava em trocar até mesmo o quadro, devido o seu tamanho não ser adequado pra minha pessoinha pequena. Desisti do quadro (muito difícil de achar um tamanho-$-benefício adequados pro tamanho do meu borso. Mas a suspenção não teve jeito: troquei recentemente por uma beeeeeem mais leve, beeeeem menor (menos chamativa), e beeeeem melhor. Nesse mesmo dia revisei a bike e levei um farol, um backlight (aquele vermelho que pisca na traseira - sem pensar bobagem!!!!), e um velocípedro (aquele negócio de medir velocidade!!!!paaaaa).

Sendo assim, a bike, em si, ta pronta. Falta os equipamentos. A começar pelo bagageiro. Levei meses matutando em como iria colocar um bagageiro na bike que não tem os locais de prendê-lo. Isso também influenciava em eu querer trocar o quadro e também em decidir não trocar. Outro equipamento eram os alforges (pra quem não sabe, são aquelas mochilas laterais). Esses dois problemas eu resolvi em uma compra só. Negociei um Alforge+Bagageiro usado que estava anunciado no fórum do MountainBikeBH. E o cara me mandou esse da Curtlo e um bagageiro Zefal lá de Goiânia. Quando chegou, encostei-lo e fui tentar instala-lo depois. Com alguns dias de bike na sala e um pouco de gambiarra, uma abraçadeira aqui, outra ali; intorta daqui, desintorta dali: pronto!! instalado!! Agora é só botar peso.

Outro equipamento que adquirimos, depois de muito contestar, foi a Mala-bike (foto abaixo). Ela não é indispensável, mas resolvemos comprar pela praticidade e possibilidade de diminuir encrencas em Aeroportos e Terminais Rodoviários.

Peças de reposição e ferramentas também tiveram que ser adquiridas. Por exemplo: câmeras de ar, sacador de corrente, bomba de encher pneu, kit reparo, kit Mc Giver, etc. Tudo isso foi adquirido, ou ainda o será!!!

Coisas de acampar? Todo biólogo tem que ter, né? Então a gente tem em duplicata, ou mesmo, arruma emprestado com um telefonema. Sem muitos problemas com isso.

Finalizando a etapa, agora temos equipamento suficiente pra encarar o batidão da mulestia.... e menos grana pra gastar no caminho!!! O investimento não foi pequeno. Pra vocês terem uma ideia, gastei quase o preço que a bike valia, ou mais, nessa brincadeira toda que acabei de narrar. Mas, levando em consideração que isso é material permanente e, consequentemente, incorporado ao patrimônio, a facada entra com um pouco de vaselina. Das próximas, não teremos essas despesas.

Nos próximos post, pretendo postar alguns planos. Se é que é que tem algo planejado...

2ªMeta: a Bike!

Bem, ai está "La poderosa", depois, com mais calma, vou explicar os passos para chegar até esse ponto da preparação..



Essa aqui é a mala-bike, onde "La poderoza" vai escondida no avião!!!! Vamo ver se não cobram da gente... torçam!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

1ª Meta: a companhia!

Uma coisa era óbvia, chamar os amigos!!!! E eu comecei pegando o trajeto que eu tinha feito no google maps, e enviando pros amigos mais chegados que já eram adeptos da bike. Não eram muito, inclusive, um dos mais amigos já tinha se enveredado numa viagem de bike sem volta. Não se assustem, ele não morreu!!! É que foi viajar sem data e sem vontade de voltar. E já está morando na terra de seu avô, próximo a Chapada Diamantina, sem intenção de voltar. Bem, uma opção a menos. Pelo menos ele tá feliz. Boa Sergião, qualquer dia vamos de bike te visitar, haha.

Bora investir nas outras opções mais óbvias: amigos da bio que já andam de bike (mesmo que pouco) e que são animados. Tulião, Perillo, Bernardo, etc... Enviei emails, comentei e fiz parti pro corpo a corpo. A resposta era sempre a mesma: "Eu animo, mas vamos ver mais pra frente", ou mesmo "ADSE AVERIGUALIS"...

Bom, eu insistia sempre, e ao mesmo tempo ia pensando já na 2ª Meta, que era a bike. Quem se mostrou mais animado foi o Bernardo, mas, sempre tinha impecílios normais, como: bike, grana, prova de mestrado, etc...
Até que foi fondo, foi fondo, e o Bernardo animou de vez mas não se moveu pra resolver os impecílios. Enquanto isso eu ia esperando/pressionando ele e ia arrumando a bike (cenas do próximo post). Chegamos até olhar umas passagens, mas não compramos porque ele tinha que ver várias coisas ainda. Quando já era outubro-inicio de novembro, por ai, eu já tinha desistido do Bernardo, e nessa altura do campeonato, da viagem também. mas....

Quando pensa que não, um dia no MSN o Bernardo me vem com a história: "Meu primo ta animando de viajar com a gente!!!!! A passagem ta baratassa!!! Vamos comprar logo???" Eu simplesmente não pestanejei: "Bora, se vcs comprarem comprem a minha, eu pago depois." Nessa, entra o Maurício (in)Fidelis na história, primo do Bernardo que eu ainda nem conheço pessoalmente. Mas já é brother. (rs)
Ai, em poucos dias nos compramos as passagens e não teria mais volta!!!! 1ª Meta alcançada com mais o problema da passagem resolvido. Próxima meta: a bike. Na verdade, as bikes, né? Bernardo teria que comprar uma ainda. E eu tava pensando em revolucionar a minha!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Loucura é não viver a vida!

Texto retirado de um site que foi uma das minhas inspirações pra decidir entrar nessa vida de Cicloturista: Clube de Cicloturismo do Brasil. (Não somos os únicos nessa!!)

"

CONVENCENDO PARENTES E AMIGOS DE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ LOUCO

Talvez seja esta a primeira etapa a ser vencida, quando se pensa em cicloturismo. Explicar aos parentes e amigos não viajantes o motivo de se viajar de bicicleta, pode ser complicado. Aqui vão as objeções mais comuns, esteja preparado e não desanime com as tentativas de desencorajamento.

1) Nossas estradas: Primeiramente, parece insano enfrentar, de bicicleta, as mal conservadas estradas brasileiras, muitas sem acostamento e todas com motoristas malucos. Realmente, algumas vezes temos que encarar alguns trechos destes, mas quase sempre há uma outra opção. A quantidade de estradas de terra mais aconchegantes e desertas é quase infinita. Temos a vantagem de chegar a lugares inacessíveis a outros veículos e conhecer lugares pouquíssimo explorados turisticamente.

2) Assaltos: Bem, este é um risco. Mas quem disse que um carro pode proteger, de alguma maneira, contra um assalto? A regra é a mesma para qualquer viajante, quanto mais longe das grandes cidades melhor. Se tiver que passar por elas mantenha os olhos bem abertos.

3) Falta de autonomia: Se algum problema acontecer, você pode não conseguir alcançar uma cidade ou a ajuda necessária. É verdade, mas justamente nesta fragilidade da bicicleta é que ela mostra seu maior poder. As pessoas de qualquer lugar que você passe percebem esta situação e, por isso mesmo se dispõem a ajudar e acolher os cicloturistas. Quando passamos de carro a impressão que vai junto é a de que não nos importamos, ou nem precisamos das pessoas que encontramos pelo caminho. De bicicleta, todos sabem que é diferente, pois sempre vamos precisar de, no mínimo, água, informações e abrigo. E mais, estamos sempre mais acessíveis para uma conversa, coisa que a barreira do carro nos impede. Há, de alguma maneira, uma empatia gerada pela bicicleta. A bicicleta provoca uma confiança que não é alcançada nem mesmo quando se viaja a pé, apesar de se ter que enfrentar basicamente os mesmos problemas. "

A decisão!

Porquê viajar de bike?? Porquê o Nordeste?? Porquê a praia?? Porquê Maceió-Jõao Pessoa??

Quando comecei a andar de bike, a uns 2 anos atrás, meu principal objetivo era me locomover pela cidade de Belo Horizonte de uma maneira mais fácil, agradável, rápida e limpa (alguns vão dizer, "coisa de biólogo!!!"). Esse transporte em BH só me pareceu viável quando eu tive uma bike no quintal encostada (do meu irmão) e via amigos se locomovendo dessa forma sem ter nenhum problema, e me diziam que era o máximo. Comecei a experimentar e achei o máximo também. Em pouco tempo aquilo me agradou tanto que comecei a pesquisar na internet sobre esse tipo de transporte. Pesquisei muito e me tornei um adepto da bike no dia-a-dia. Pesquisando na internet também que tive os primeiros contatos, mais interessantes(ado), com o cicloturismo. Comecei a ver esse tipo de viagem como uma possibilidade, e cada vez q lia mais e mais relatos, a possibilidade se transformava em vontade. Decidi me preparar pra fazer uma viagem dessas. Daí, passo pra segunda pergunta (mais respostas para a primeira no próximo post).

Comecei a pensar num local. De preferência lugares que eu desconheço e que tenho vontade de conhecer. Considerando que acima de Porto Seguro eu conheço apenas Aracajú, mal e porcamente, decidi que o nordeste seria uma boa opção. A partir daí, o Google entra como um grande estimulante. Foi pesquisando na geografia do Google Maps que logo comecei a pensar num trajeto e foram surgindo roteiros. As ferramentas, "ir a partir daqui" e "até aqui", além da de "arraste para mudar a rota" se cansaram de mim. Horas imaginando e brincando com os caminhos, fotos do Google Earth, etc. Bem estava decidido por mim, que o litoral, na sua maoria com trajetórias planas, era uma ótima ideia pra cicloturistas de primeira viagem. Por isso a praia/litoral.

Bem, quanto a trajetória Maceió-João Pessoa foi decidido por vários motivos (alguns já citados). Não conheço absolutamente nada. Uma viagem pelo nordeste, em condições "normais" (sem ser em bike) pode ser muito cara e menos proveitosa até. A distancia entre essas capitais poderia ser percorrida, sem muitos problemas, em uns 10 dias (tempo possível de férias para mim). E, finalmente, com certeza, essa região possui muuuuitas coisas pra se conhecer.

Bem, planos traçados (na minha cabeça), vamos as metas: 1ª- arrumar uma companhia para a empreitada. 2ª- a bike. 3ª-etc,etc,etc. (cenas dos próximos posts).